Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

riscos_e_rabiscos

.

.

* Énrrar é o mano? *

Cada vez mais os erros de escrita são mais frequentes. Desconhecem-se as palavras, os sons, as letras... E as abreviaturas de palavras são, em 99, 9% das vezes, de arrepiar.

 

Eu também utilizo abreviaturas standardizadas quando escrevo na net ou no telemóvel e muito por culpa de 6 anos de universidade (não chumbei, é mesmo assim!) numa altura em que não havia o o worderful world chamado internet e em que tínhamos de fazer os nossos próprios apontamentos, escrevendo tudo o que os profes diziam, até a sua respiração (era o que as minhas colegas me diziam a gozar comigo por eu conseguir apanhar tudo!).

 

 

MAS... isto não significa que dê erros ortográficos, o que para mim é inconcebível e até me arrepia. Não só por defeito profissional mas também por incredulidade pessoal!

 

Como quero que vocês também se divirtam, vou partilhar convosco um exemplo hilariante de escrita bem escrita... Have fun! 

iluminar.jpg

 

 

Ás ao Volante

 

Hoje é notoriamente sexta-feira. O trânsito mostrou-se bastante caótico, característica intrínseca das sextas-feiras. Se assim não fosse, não seria sexta-feira! E parece que havia a atribuição do prémio de “melhor ás(no) ao volante”.

 

Começando por uma senhora toda empiriquitada montada num belo de um jipaço! Já vos disse que o meu colégio fica numa zona de gente cheia de dinheiro e que os papás dos meninos são novos-ricos? Pois. Então o que é natural ver-se naquela zona são grandes máquinas. Nas filas de trânsito vemos um BMW seguido de um Mercedes, depois um Audi, depois um Saab, e por aí afora. Carros de pobres há 2 ou 3 enganados lá no meio.

Voltando à “rica senhora”, ela vinha tão entusiasmada no seu jipe que se ia enfaixando contra o pobre do meu autocarro. E ainda por cima chocava mesmo contra o banco onde eu ia sentada! Cruzes, credo! Ainda bem que não era sexta-feira 13!

 

Mas o pior, pior, pior, foi um “senhorito” no parque de estacionamento do metro.

Imaginem a situação: lugar para estacionar mesmo em frente à porta do metro e uma plateia feminina numerosa.

Vem o gajo feito ganancioso estacionar o carro. Primeira tentativa. Esqueceu-se que o carro dele não era o kit (do Justiceiro, lembram-se?) e não fazia curvas perpendiculares.

Segunda tentativa. Marcha atrás e voltamos a fazer a mesma asneira. Mas desta vez a curva foi ainda mais apertadinha. Resultado: um roçar horroroso dos plásticos laterais do carro do gajo nos faróis do coitado do carro estacionado.

Gáudio geral na plateia feminina. Era risota, dicas e gesticulanço a ensinar o gajo a estacionar. Nada feito.

Terceira tentativa. Marcha atrás e… pumba! Um toque no desgraçado que ia a passar por trás. Mas o mais giro é que o gajo não deu por isso. Lá saiu o outro do carro, foi-lhe bater no vidro e dizer que o gajo tinha batido. Acho que ele não tugiu nem mugiu e voltou para o carro. O dono do carro com o toque, deu uns murros na batida e aquilo lá endireitou…

 

Ora, um ser masculino, que dizem ter uma aptidão natural para a condução destas máquinas, sofrer uma humilhação destas perante uma plateia feminina? Só pode ser um pesadelo!

O gajo acabou por reconhecer que era incapaz de enfiar ali o carro e decidiu ir estacionar noutro lugar vago na fila de trás. Não sem antes ter… ameaçado dar outra trancada no carro estacionado!

Conclusão: a vergonha e a humilhação foi tanta ou tão pouca que o gajo só saiu do carro depois de todas termos entrado no autocarro. Ahahaha!